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Rotex 4730 remonta culturas de intercambistas inbounds através de livro de receitas

“O nosso projeto, que é o meu maior orgulho, é o livro de receitas do Rotex”, conta Thabata Costa, Presidente 2018-19 do Rotex 4730. Escrito por intercambistas inbounds, o livro traz pratos típicos de 14 países, incluindo dois pratos brasileiros.   Leia também: Distrito 4730 sedia Conferência Internacional do Rotex em 2020   A iniciativa de criar o livro surgiu a partir de um desafio lançado pelo Rotex Internacional. Segundo Costa, o desafio consistia em todos os clubes Rotex doarem uma quantia para apoiar uma Shelter Box. Então, o clube decidiu criar a coletânea de 24 receitas em inglês e português, destinando todo dinheiro arrecadado com as vendas para a organização. O livro de receitas ainda está disponível para venda. De acordo com a presidente do Rotex 4730, o livro custa 25 reais e pode ser adquirido com membros do clube ou através do Instagram (@rotex4730).   Shelter Box   Criada em 2000, a ShelterBox é uma instituição de caridade internacional para auxílio em desastres. O propósito da instituição é providenciar abrigo, materiais de auxílio e condimentos para famílias afetadas por estes desastres e que precisam reconstruir suas vidas. Parceira do Rotary, a ShelterBox trabalha a nível global, flexibilizando estratégias de suporte para entender e atender as demandas específicas das famílias depois do desastre. “Todo desastre é diferente, então nós temos uma abordagem flexível. Nós escutamos e aprendemos das comunidades com que trabalhos como ter certeza de providenciar o apoio certo”, explica a instituição.   Saiba mais sobre a ShelterBox em: Sobre Nós - ShelterBox (página em inglês)

Postado em 01 de Agosto de 2019

Sociedade Arch Klumph: doações à Fundação Rotária como forma de retribuir a sociedade

“[Quando] você está ajudando a Fundação Rotária, você está ajudando a humanidade” afirma Hiroshi Shimuta, empresário, rotariano há 30 anos e coordenador da Fundação Rotária Internacional para as zonas 23 e 24A. Shimuta é associado do Distrito 4420 e membro da Sociedade Arch Klumph. O grupo reúne doadores que contribuem com 250 mil dólares ou mais para a Fundação Rotária, sendo um dos maiores reconhecimentos da instituição.  Como coordenador, Hiroshi Shimuta palestra e orienta os Distritos das zonas 23 e 24A sobre como contribuir com a Fundação. Segundo Hiroshi, existem vários níveis de classificação para os doadores. “Tudo isso é um processo como se fosse uma escadinha”, explica. As doações são contabilizadas ao longo do tempo e os reconhecimentos são oferecidos de acordo com os níveis alcançados.   Desde 2016, Hiroshi Shimuta é membro da Sociedade Arch Klumph e alcançou o nível três, contribuindo com aproximadamente um milhão de dólares para a Fundação Rotária. O empresário descreve que estabeleceu um sistema para realizar as doações: Hiroshi destina uma taxa de 0.2% do arrecadamento de sua loja de material de construção para a Fundação. “Eu tenho condição de contribuir com [em média] dez mil dólares por mês. Essa é minha meta. Quando falta coloco mais um pouco, quando sobra guardo para mandar no mês seguinte”, explica.   Sociedade Arch Klumph Um dos maiores reconhecimentos oferecidos pelo Rotary Internacional, a Sociedade Arch Klumph é composta por seis níveis de contribuições: Trustees Circle; Chair's Circle; Foundation Circle; Platinum Trustees Circle; Platinum Chair's Circle; e Platinum Foundation Circle.   Leia também: Sociedade Arch Klumph - Rotary   Além do reconhecimento, os membros da Arch Klumph recebem outros benefícios: uma cerimônia de admissão na Sede Mundial do Rotary International, nos Estados Unidos; biografia resumida eternizada na galeria permanente do Rotary; acesso especial a eventos do Rotary (Convenção Internacional, Conferências, etc); entre outros.  De acordo com Shimuta, atualmente o Rotary Brasil possui treze membros na Sociedade, mas pretende aumentar esse número. “Tenham o hábito de doar. A Fundação Rotária tem as maiores notas dentro do contexto, classificação máxima no Charity Navigator. Quando contribuo, eu tenho certeza que está sendo bem aplicado. Com aquele dinheirinho, a Fundação Rotária investe no mundo inteiro”, afirma.

Postado em 31 de Julho de 2019

Seminários Multicomissões instruem dirigentes dos clubes

Para capacitar os diretores dos Rotary Clubs do Distrito 4730, a governadoria realizou duas edições do Seminário Multicomissões. A primeira foi em Ponta Grossa, no dia 20 de junho, quando mais de 100 companheiros dos clubes dos Campos Gerais participaram dos treinamentos. O segundo Seminário ocorreu no dia 27 de junho, em Curitiba, destinado aos clubes da capital, região metropolitana e litoral, contando com a presença de 240 associados e associadas. No total, cerca de 350 pessoas participaram dos treinamentos, direcionados para seis áreas de administração do clube: Fundação Rotária, quando houve a certificação dos clubes para a utilização de subsídios; Desenvolvimento do Quadro Associativo; Projetos Humanitários; Imagem Pública; Administração, com foco na secretaria; e Tesouraria. O Seminário foi pensado para instruir os dirigentes em como tornar seus clubes mais eficazes, e serviu como complemento dos treinamentos da Assembleia Distrital, realizada em junho, em Curitiba. O governador 2019-20, Jorge Humberto Agudelo Franco, avaliou positivamente os eventos: “O feedback dos Seminários foi muito positivo, estando todos muito engajados para suas atividades nos clubes. Agradeço a toda equipe que planejou e ministrou os treinamentos e, em especial a todos os companheiros que se fizeram presentes, com o intuito de iniciar a conexão no nosso distrito.”

Postado em 31 de Julho de 2019

Intercâmbios do Rotary geram embaixadores pela paz

Um dos destaques do Rotary International são os programas de intercâmbio. No Distrito 4730, são promovidos ao todo seis programas — Novas Gerações (NGSE); curta (modalidades camp e familía-família) e longa-duração; intercâmbio da amizade; e Bolsas Rotary pela Paz — que utilizam diferentes critérios e métodos de participação, mas com um mesmo objetivo: gerar embaixadores pela paz.   Rotary pela Paz Cinthia Gonçalvez foi bolsista Rotary pela Paz entre setembro de 2017 e dezembro de 2018, cursando o programa de mestrado em Violência Política e Terrorismo na Universidade de Bradford, Inglaterra. Investigadora da Polícia Civil do Paraná, Cinthia conta como seu caminho até chegar ao mestrado pode parecer uma “subversão dos padrões esperados nos dias de hoje”, onde “discursos dividem o mundo em preto e branco, bom e mau, heróis e vilões”. “Diante dessa realidade, pode parecer contraditório: uma pessoa formada em História, que virou policial, foi estudar terrorismo e violência, mas com uma bolsa pela paz”, brinca. Gonçalvez afirma que, também neste cenário, a paz é cinza. Segundo a ex-bolsista, mesmo depois de um ano e meio estudando a paz como disciplina, não é possível “falar sobre a paz sem mencionar conflito”.   Chegada a Bradford Localizada no norte da Inglaterra, a cidade de Bradford faz parte do distrito metropolitano de West Yorkshire. Famosa por sua indústria têxtil e uma das mais cosmopolitas do país, a cidade abriga o Departamento de Estudos da Paz e Conflitos da Universidade de Bradford, criado em 1973. O mais antigo e um dos mais prestigiados do mundo, o departamento surgiu pelo fim dos armamentos nucleares no mundo, durante movimentos de iniciativa das Nações Unidas e de outras Organizações Não-Governamentais (ONGs) — como o próprio Rotary. “Vocês podem imaginar, então, a imensa satisfação de uma historiadora como eu de estudar num lugar como esse”, conta Gonçalvez. Acolhida pelo Distrito 1011, Cinthia relata que teve a experiência enriquecida pela presença de 130 estudantes de 50 nacionalidades diferentes no programa de mestrado — sendo que nove deles eram também bolsistas Rotary pela Paz. “Os bolsistas Rotary tiveram a disposição: uma equipe de professores super qualificada; estrutura de estudos com bibliotecas, computadores e salas de reuniões acessíveis 24 horas por dia; além de todo o suporte do Centro Rotary pela Paz, com organização de viagens e atividades extracurriculares para aplicação prática do conhecimento que era adquirido na sala de aula”, descreve.   Mestrado em Violência Política e Terrorismo O programa de mestrado em Violência Política e Terrorismo escolhido por Cinthia era composto por sete módulos, o último sendo dedicado para a pesquisa e dissertação que conclui o curso.  Como objeto de estudo, Gonçalvez queria a entender a fundo como outras nações estavam lidando com questões de violência e como o policiamento poderia contribuir para a segurança em diversos contextos. Cinthia estava especialmente interessada nas relações entre polícia e comunidade, principalmente porque o Reino Unido — local de nascimento do policiamento comunitário — é considerado o lugar que melhor integrou os migrantes e os nacionais, a polícia e a comunidade, atuando acima de qualquer preconceito ou ideologia. A historiadora realizou estágios com a polícia de West Yorkshire — fazendo rondas e observando o patrulhamento da cidade, com uma polícia “desarmada e respeitada pela mera função de servir a lei” —  e acompanhou o trabalho de analistas, que transformam ocorrências policiais em informações para subsidiar o serviço de segurança pública na região. Cinthia também estudou o trabalho da Polícia Comunitária, integrada à comunidade com foco na prevenção da violência e do recrutamento por parte de grupos extremistas.   Experiência de campo Pensando nas diferentes abordagens sobre segurança pública e policiamento, Cinthia decidiu realizar uma experiência de campo em dois países diferentes. Como pesquisadora no Institute for Peace and Security Studies da Universidade de Adis Abeba, Gonçalvez coletou dados sobre a implementação do policiamento comunitário em países subdesenvolvidos para ações de contra-terrorismo.  “Tive a oportunidade de visitar setores do governo, ONGs, conversar com membros da sociedade civil e até de conhecer a base de treinamento das forças de paz da ONU na Etiópia, que atuam na fronteira com a Somália. Durante momentos históricos, testemunhei manifestações populares, seguidas da renúncia do primeiro-ministro e da instauração de um estado de emergência que retirou automaticamente os direitos constitucionais dos cidadãos e espalhou uma atmosfera de apreensão por toda parte”, conta. De acordo com a ex-bolsista, esses eventos a fizeram escolher a polícia comunitária etíope como estudo de caso para a dissertação. “Eu queria compreender como um país em desenvolvimento, com o estado democrático de direito funcionando só no papel, teria conseguido — ou falhado — em implementar o modelo inglês de policiamento comunitário e qual exemplo ele poderia dar para o Brasil e para o mundo”, explica.  Na sequência, em Israel, Gonçalvez participou de um treinamento sobre as transformações políticas e de segurança por consequência da Primavera Árabe e sobre os conflitos entre Israel e Palestina. “Ao pegarmos estrada em direção aos territórios ocupados militarmente, não houve como falar em policiamento — principalmente comunitário — mas sim em verdadeiro cenário de guerra”, relata. Cinthia e o grupo de estudantes com que estava precisaram colocar em prática habilidades de resolução de conflitos em uma situação nos arredores de Jerusalém. O exército israelense invadiu uma organização ONG, com a ordem de demolir uma casa onde o grupo abrigava cerca de 50 crianças para atividades culturais. Conhecido como Centro Palestino de Não-Violência, o local reúne famílias de agricultores israelenses e palestinos, que vivem em um “exemplo único de paz e cooperação na área Palestina”. “Naquele exato momento foi pessoalmente chocante e enriquecedor para mim, porque pela primeira vez eu estava do outro lado do gatilho. Pela primeira vez, eu tive que pensar em que tipo de policial eu gostaria — ou melhor, eu não gostaria — de ser”, conta Cinthia Gonçalvez.   “Uma experiência incrível, que mudou minha vida” Cerca de seis meses após retornar do Intercâmbio Rotary Pela Paz, Cinthia Gonçalvez define a experiência como algo “incrível, que mudou a minha vida”.  As experiências na Etiópia, em Israel e na Palestina resultaram em uma pesquisa qualitativa que embasou a dissertação da bolsista. Ao final, a dissertação foi requisitada pelo chefe da Polícia Federal da Etiópia para auxiliar nos estudos de segurança pública no país. De volta ao Brasil, Cinthia está trabalhando em um projeto para formação dos policiais da Escola Superior de Polícia Civil. O treinamento é baseado  no policiamento comunitário aplicado a inteligência de contraterrorismo britânica. “O policial tem que aprender a defender e a requerer os seus próprios direitos humanos. Entendendo-se como parte da sociedade que ajuda a proteger, o policial quebrará o ciclo de desconfiança que a população tem e se tornará um aliado na prevenção da violência, em níveis micro e macro no nosso país”, explica. Gonçalvez relatou também que continua o andamento da formação acadêmica, através de um  convite que recebeu pela Fundação Rotária para participar do programa Peace Embassadors, no instituto Peace Economics em Sydney, Austrália. Parceira do Rotary, a organização internacional mede os níveis de paz no mundo, mostrando alternativas pacíficas e como elas são economicamente mais viáveis do que as alternativas bélicas. Cinthia também foi convidada a fazer parte do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma das organizações “mais atuantes no debate, na articulação e na cooperação técnica da segurança pública no Brasil, através de parcerias com a Fundação Getúlio Vargas e com o Instituto Datafolha”.    “Agora é o momento de colocar em prática todo conhecimento que essa oportunidade me proporcionou. Eu tive contato com outros programas internacionais e igualmente importantes na área de paz e resolução de conflitos, mas posso afirmar que as bolsas Rotary pela Paz são o programa mais generoso e sem dúvidas um dos mais completos na formação tanto acadêmica, quanto profissional e humana do bolsista. Portanto, a minha missão agora é retribuir em forma de dedicação incansável a minha sociedade. E missão dada, meus amigos, é missão cumprida.” - Discurso de Cinthia Gonçalvez, ex-bolsista do Distrito 4730 no programa “Bolsas Rotary pela Paz”

Postado em 30 de Julho de 2019

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